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Liderança e Coaching: qual a ligação?


Autoconhecimento é como uma chave-mestra: abre muitas portas, janelas, portais e até acende aquela luz no fim do túnel. Envolve a capacidade de reconhecer os as ciclos internos e externos – e o jeito de lidar com as mudanças dentro-fora; a habilidade de se comunicar e se relacionar com as outras pessoas, independentemente de papéis, cargos, rótulos; a saber reconhecer as próprias qualidades e como utilizá-las bem não só no trabalho, mas em todos os âmbitos de sua vida; e reconhecer também tudo que pode melhorar em si e ao seu redor. A faxina, reforma ou ‘despertar’ precisa acontecer (primeiro) dentro de você – pra que (depois) possa incentivar sua equipe a mergulhar no mesmo processo. Às vezes acontece tudo ao mesmo tempo – ou alguém que você acaba de contratar dá o start (consciente ou inconscientemente) e o time inteiro entra no jogo – e está tudo bem. O importante é que o autoconhecimento seja um estudo e uma prática constantes, de auto-observação, empatia e evolução individual e coletiva.


Porque o autoconhecimento é amigo da boa liderança. Quem se conhece bem, sabe identificar os ‘gatilhos’ e escolher como lidar com eles. Assim como também pode ter um olhar mais compreensivo e empático para os gatilhos alheios. Do mesmo modo, quem se conhece bem sabe quais são suas fortalezas e como utilizá-las – o que facilita na hora de se relacionar com outras pessoas e/ou conduzir um trabalho em equipe. Lembra que já falamos dos espelhos? Quem reconhece que tem uma característica dentro de si, pode identificar mais rapidamente no(a) outro(a) também – e ambo(a)s podem crescer junto(a)s num aprendizado fino, se assim se permitirem. Todo esse processo é vivo e mutante, não é fixo (‘nasceu assim e pronto’), é algo para ser cultivado e cuidado em toda nossa existência – dentro e fora de uma companhia ou empreendimento.


É fácil esse estudo e prática diários? Sabemos que não. Ainda mais quando se misturam e (também) se aplicam ao ambiente corporativo, que traz outras demandas de prazo, performance, entrega. Mas aí é que entra em cena o coaching: para que se observe esses espelhos internos e sua interação com o que está ao redor – e que se utilize todo o (auto)conhecimento para criar e cultivar relações e parcerias saudáveis, aplicar suas fortalezas pessoais-profissionais para prosperar e inspirar a outro(a)s e transformar seus pontos fracos em oportunidades de aprendizado-crescimento, mostrando que a liderança não é estática nem perfeita e, sim, ativa e humana.


Por mais complexo e tecnológico que seja um projeto ou empreendimento, sempre há uma força humana envolvida. Mesmo que haja só hardwares e softwares operando, ainda assim existem as pessoas que os criaram e os monitoram, de algum lugar. É pra essas pessoas que a liderança existe.


E para que a liderança seja boa, equilibrada, produtiva e aspiracional o coaching pode ser um aliado muito útil. É bom ter alguém de fora, ao lado, com olhar focado no jeito que somos e fazemos as coisas e, ao mesmo tempo, mirando no objetivo que queremos alcançar. É bom ter com quem conversar, seja sobre estratégias ou algo mais subjetivo – alguém que esteja jogando junto mas não faça parte do time interno, que não se preocupe em ‘parecer legal’ pra não ‘queimar o filme’, que possa lhe dizer o que vê e pensa de verdade, sobre a sua pessoa, seu modo de ver o mundo e seu estilo de liderar (ou ser liderado/a).


Porque a liderança também traz à tona nossas verdades – mesmo aquelas das quais ainda não temos consciência ou com as quais ainda não temos muita intimidade. Tem a ver com nossos gatilhos e memórias afetivas – e como se relacionam com gatilhos e memórias alheias também. Liderança não se faz sozinho(a), é para o todo e pelo todo.


É como aquele(a) técnico(a) de basquete que um dia foi jogador(a), teve um(a) bom(a) coach e sabe exatamente o que dizer no seu ouvido, para depois você voltar, contagiar a todo(a)s, fazer a cesta de 3 pontos a 5 segundos do final e erguer a taça como ‘cestinha’ do jogo. Parece cena de filme? Pode ser. Mas momentos marcantes assim existem também na vida real e tudo bem se emocionar. Quem nasceu nos anos 60/70/80 vai se lembrar do Oscar Schmidt – que era tão talentoso quanto emotivo.


E um(a) bom(a) líder pode e deve se conectar com suas emoções. Isso não é fragilidade, ao contrário, é a força de se saber vivo(a), vulnerável e, por isso mesmo, muito mais forte – aqui entra a prática de autoconhecimento. E, na hora do ‘vamos ver’, você vai saber identificar o que está vindo à tona, quem mais está nessa vibração também, e o que dizer para passar(em) junto(a)s por isso com leveza e consciência. Na dinâmica do coletivo, a ‘força da emoção’ pode ser um processo muito poderoso.


Troque a quadra de basquete por qualquer outra situação na sua empresa ou empreendimento e verá que coaching e liderança, quando praticados com verdade, sensibilidade e sabedoria, podem significar aquela cesta de 3 pontos decisiva. E você não quer deixar a bola cair, quer?

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