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Liderança Motivacional: por que é tão atual?



Antes tarde do que nunca. Algo que sempre foi necessário, mas às vezes o mundo precisa (quase) explodir para que algumas mudanças efetivamente aconteçam.

Quem aqui lembra da famosa frase “(o carro) pode ser de qualquer cor, desde que seja preto”, atribuída a Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, quanto à escolha da cor para o lançamento do automóvel produzido em série? Esses dizeres, do início do século 20, refletem o pensamento do chamado ‘Marketing 1.0’, em que o foco era exclusivamente no desenvolvimento, comunicação em massa e venda de produtos – ainda não se falava em satisfação do consumidor, diferenciação de produtos, muito menos em relacionamento.

E hoje, em pleno 2022, por mais obsoleto que pareça, ainda existem pessoas e empresas que continuam nessa prática autoritária nada inspiradora de ‘não-liderança’ – já falamos disso aqui, sobre a diferença entre liderança e chefia, lembra?

Por outro lado, na linha evolutiva das relações corporativas, um dia a intitulada ‘liderança motivacional’ chegou para mostrar que não é só nos filmes inspiradores que isso acontece. É possível, relativamente simples (ainda que trabalhosa, para quem ela não é natural e quer desenvolvê-la) e muito benéfica para todos os lados envolvidos.


Tão benéfica que não se restringe aos limites do território profissional, expande-se para as relações pessoais, as atividades físicas individuais ou com o(a)s amigo(a)s, as aventuras de férias com o(a)s filho(a)s – todos as interações com outros seres humanos.

E, olha, liderança motivacional não está necessariamente atrelada a idade ou cargo – tem mais a ver com a capacidade de se conectar e falar com o coração, com o brilho nos olhos de quem abre os caminhos para quem quiser seguir junto.

Também é bom desmistificarmos o tom de voz. Claro que uma fala empolgante, em tom vibrante e com gestos expansivos chama bastante a atenção. E pode até ajudar no ímpeto de sair correndo pra algum lugar, pra bradar por mais vendas, ultrapassar algum obstáculo. Mas palavras bem colocadas, no tom da verdade olho no olho, não demandam volume exageradamente alto. Aliás, muitas vezes é no silêncio e no exemplo do agir sem cobrar nem julgar que a liderança se dá – de forma mais natural e orgânica.


Nesses tempos de tantos desafios sociais, políticos, econômicos, de saúde física e mental, exercer e receber uma boa liderança – que inspire e impulsione a todos da equipe (e quem está ao redor) – pode ser, ao mesmo tempo, uma força para seguir adiante e um certo alento também. Para muita gente tem sido desafiador sequer sair da cama, quanto mais levantar e “produzir e entregar muito” – uma boa liderança precisa estar aberta para ouvir, observar, identificar (e acolher) possíveis sinais de esgotamento (burnout), estresse, depressão – em sua equipe e em si mesmo(a) também.

Faz muita diferença trabalharmos sabendo que temos apoio, com quem contar, com quem compartilhar, somar, multiplicar. A vida não é só cumprir horários e bater metas – por isso os cuidados com a saúde mental-emocional estão tão em alta. Empatia ganhou visibilidade e (mais) relevância – e é importante e necessária mesmo – colocar-se no lugar das outras pessoas, ouvi-las, acolhê-las em ‘seus momentos’ pode contribuir muito pra melhorar as relações e o clima organizacional – de uma forma verdadeira e humanitária. Assim como a transparência nas relações do coletivo – como parte de um projeto de real sustentabilidade. Afinal, não é só a energia e o ambiente que precisam ser limpos e sustentáveis em relação à natureza – as interações entre as pessoas também. Não é só o lixo (resíduos sólidos) que precisa ser corretamente descartado – velhos padrões de pensamento e comportamento também: há o que pode ser reciclado e reaproveitado e há o que, definitivamente, preciso virar adubo para coisas melhores brotarem dali. A ‘saúde’ de uma empresa precisa ir além do aspecto financeiro.

Por isso a liderança motivacional é tão atual e necessária: para que cada pessoa seja vista, aceita, ouvida e incentivada a ser o melhor de si – em sua própria vida e na atuação em grupo.

Uma palavra bem dita e um acolhimento na hora certa podem fazer surgir dos ombros encolhidos um(a) profissional altivo(a) e seguro(a) de si. Um olhar de reconhecimento e um sorriso de incentivo – aquela torcida que a gente reconhece de longe – podem ajudar a resgatar a autoconfiança, libertar o fluxo criativo e (re)despertar o senso de “junto(a)s somos mais fortes” dentro de cada um(a).

Afinal, como diz o ditado, “sozinho(a)s podemos ir mais rápido, mas junto(a)s vamos mais longe”.

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