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Qual a diferença entre Coaching e Mentoring?



Imagine que você tem o sonho de comprar um barco a vela e viajar mundo afora. Você já sabe velejar, mas agora quer e precisa treinar suas habilidades em mar aberto, nas mais variadas condições - até que se sinta seguro(a) para embarcar em uma aventura para além dos horizontes conhecidos. Viagens mais curtas primeiro, escalonando no mapa destinos e rotas cada vez mais ousadas. Depois de escolher um bom barco, claro, e todos os equipamentos e mantimentos necessários.

Por onde você começaria essa grande aventura?

Conversar com pessoas que já velejam em embarcações do mesmo modelo ou similares ao que quer adquirir pode ser um bom início. Claro, pesquisar na internet, ir a feiras/salões náuticos, ler revistas especializadas, ouvir podcasts, assistir vídeos e programas específicos sobre o tema também podem ser muito úteis – mas ouvir as impressões e relatos de quem treina diariamente, iça as velas e maneja tudo com as próprias mãos é ainda mais importante. É em uma conversa que você vai tirar a temperatura do que tudo aquilo realmente significa para a pessoa - e para você. E quanto mais experiente for a pessoa, mais memórias interessantes ela poderá compartilhar. Viagens tranquilas, aventuras desafiadoras, imprevistos, reviravoltas, visitas inesperadas, o que sempre esperar a cada viagem. Quanto mais histórias, melhor.

Embarcando no nosso tema, para falar das diferenças entre Coaching e Mentoring, o(a) coach seria a pessoa que vai trabalhar na performance do seu velejo. A partir da avaliação do seu condicionamento físico, mental, emocional e habilidades pessoais, ela vai traçar, junto com você, um plano de treinos. Várias etapas de aperfeiçoamento por um determinado período de tempo, com dinâmicas específicas, até atingir seu objetivo: velejar em mar aberto, em situações favoráveis e adversas, com tranquilidade, foco, agilidade na tomada de decisão, bom conhecimento da rota, da embarcação e de si mesmo(a). Saber se cuidar e se conhecer bem são fundamentais dentro e fora da água - no ambiente coletivo de uma empresa, em um empreendimento em parceria com uma pessoa ou sozinho em uma travessia oceânica.


Já o(a) mentor(a) seria aquele(a) navegador(a) experiente com arrais de capitão internacional, que já velejou tantos anos quanto os da sua idade ou carreira. Também pode ser alguém mais jovem que tenha tido experiências incríveis desde cedo, mas no geral a data do RG acaba fazendo uma certa diferença no quesito ‘maturidade e experiência de vida’. Claro que essa pessoa também pode dar dicas de como melhorar sua performance - afinal de contas, alguns detalhes e macetes só descobrimos e desenvolvemos no meio do caminho, com velas içadas e vento em popa – ou velas baixadas e sem vento algum para varrer nossos pensamentos do “e agora?”.


Mas o foco na escolha do(a) mentor(a) é saber por que mares ele navegou, que monstros enfrentou e o que fez para se sair bem – e com vida e saúde – na condução da roda do leme (timão) e dos mistérios do desconhecido. Alguém que pode ser a luz do farol na noite mais escura da sua travessia – e com quem você pode compartilhar impressões de um certo lugar em que só ele(a) já esteve e aonde você também quer aportar.

Dependendo do desafio que tiver pela frente, talvez possa trabalhar em duas etapas: primeiro o coaching, para fortalecer suas habilidades pessoais e profissionais (sim, elas podem se somar e muito bem – autoconhecimento é fundamental) e melhorar sua performance, administrando o tempo durante todo o planejamento e treinamento – lembre-se, tempo é vida – e a preparação para sua grande ‘travessia’. Depois (ou paralelamente?), o mapeamento de todas as variáveis, margens de manobra e possíveis imprevistos que podem acontecer na rota pré-determinada, contando com a experiência e visão de mundo da pessoa que você escolher para ser seu/sua mentor(a), na sua jornada individual, para enfim assumir com confiança e segurança o leme da sua embarcação.

Seja lá qual for o caminho que escolher para dar os primeiros passos em sua aventura, lembre-se: muitas vezes valorizamos apenas as vitórias, troféus e histórias de sucesso, mas alguns pequenos detalhes que não aparecem na hora de colher os louros podem fazer muita diferença. Às vezes aquele velho pescador pode te proporcionar experiências muito mais ricas que o dono do iate com heliponto. Sabedoria e conhecimento nem sempre vêm acompanhados de barras de ouro. Preste atenção aos sinais, aprenda a ler as marés, os ventos e as estrelas antes de embarcar nessa travessia que pode mudar o rumo da sua vida. Afinal de contas, quando estiver navegando, é você mesmo(a) quem vai sentir o sol e o sal na pele, fazer o leme, lançar âncora e içar as velas – você e mais ninguém.


Boa viagem!


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