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Qual a importância do autoconhecimento para o desenvolvimento profissional?

Vamos imaginar que você quer trilhar o Caminho de Santiago de Compostela sozinho(a). Muito bom. Por onde começar? Como resposta, já vamos trazer aqui o tema do autoconhecimento: por dentro.



Para listar tudo o que precisa providenciar e treinar/aprimorar, a primeira questão a se pensar é: o quanto estou preparado(a) para isso? Estou acostumado(a) a caminhar diariamente? Se sim, quantos Km por dia? Como fica meu corpo depois de cada caminhada? E ao acrescentar peso (mochila) e inclinação (subida e descida), como fica meu rendimento? Sinto alguma dor (joelhos, costas) depois de algum tempo? Sinto-me melhor caminhando no calor ou no frio? E se chover? Ando rápido querendo chegar logo ou devagar apreciando o lugar? Tenho um ritmo natural e confortável – ou depende do dia? Qual é a melhor alimentação e hidratação (para mim) antes, durante e depois de uma longa trilha? Se tiver uma dor de barriga no meio do caminho, sei como me virar? Durmo bem em qualquer lugar? Quando estou muito cansado(a), com fome e sono, fico mal-humorado(a)? Gosto quando alguém chega para caminhar ao meu lado e puxar uma conversa ou prefiro seguir sozinho(a) e concentrado(a)? Sou competitivo(a)? Vivo querendo ultrapassar outras pessoas, mesmo que seja uma caminhada tranquila no parque? Se torcer o pé ou me machucar, tudo bem descansar um dia antes de prosseguir – ou isso é inadmissível?


Saber qual roteiro quer seguir – se o caminho mais longo ou o mais curto – e em quanto tempo quer percorrê-lo é importante não só para planejar que equipamentos levar, como também para trabalhar o condicionamento físico e mental. O tamanho e a qualidade da mochila e da bagagem emocional podem fazer muita diferença no decorrer da caminhada – então é bom investir tempo e autoconhecimento nesta etapa, para estar bem preparado(a) na hora de lidar com possíveis imprevistos – porque sabemos que eles sempre aparecem, não é?


Qualquer semelhança entre o Caminho de Santiago e seu desenvolvimento profissional não é mera coincidência. Para percorrê-los, é importantíssimo – e muito útil – que você se conheça bem. Quanto mais, melhor. Saber como seu organismo responde à ausência prolongada de comida e privação de sono ou descanso pode significar tranquilidade e fluidez na viagem, projeto e/ou relações pessoais e profissionais – ou, o que não queremos, desgaste de energia e sensação de ‘coisas truncadas’, que não fluem bem. Pode parecer bobagem, mas um organismo bem nutrido, hidratado e descansado permite que o cérebro raciocine melhor, os músculos respondam com maior eficiência e agilidade e o sorriso se abra muito mais facilmente. Sim, bom humor faz muita diferença – tanto em uma viagem quanto em uma reunião de negócios, trabalho em equipe, entrega de projetos. E a criatividade também bebe dessa fonte energética, seja para criar uma nova arte, olhar a situação por outros ângulos ou encontrar uma solução inovadora para um problema antigo e recorrente.


Saber como seu ‘conjunto de ferramentas’ particularmente pessoais funciona é a chave para que seu desenvolvimento profissional seja um caminho mais leve e fluido. Isso não quer dizer que não haverá desafios e imprevistos pela frente – mas o jeito como você será capaz de lidar com tudo, só depende de você. Do lado de fora pode estar um barulho estarrecedor, mas se por dentro você estiver tranquilo(a), poucas coisas poderão abalar sua estrutura e desviar sua rota. Lembra que falamos da meditação (e respiração) na hora de manter o foco?


Feedbacks sinceros também são bem-vindos, ainda que algumas vezes não sejam muito agradáveis de se ouvir. Dá para ‘afinar’ a percepção de quando alguém fala de maneira clara e objetiva sobre você, alguma atitude ou postura sua, sem ‘outras cargas e julgamentos subjetivos’ – e, diferentemente, quando você sente que aquela fala não é sobre você e, sim, sobre algum espelho (alheio) que apenas reflete em você. Auto-observação, aceitação – do(a) outro(a) e de nós mesmo(a)s – e intuição são práticas úteis e fundamentais em qualquer estágio da sua caminhada pessoal e profissional. E bom senso, sempre – isso também pode evoluir com o tempo e a disposição de cada pessoa.


Seja qual for o seu roteiro ou empreendimento, lembre-se daquele ditado: “a mais longa viagem começa com um único passo”. Então mergulhe nesse estudo sobre si mesmo(a), conheça bem/melhor suas qualidades e ‘desafios’ (preferimos chamar assim, do que dizer ‘defeitos/problemas’), encontre seu ritmo, seu jeito de caminhar e…boa jornada!


“E que tudo acabe com um bom começo” *


(*frase do projeto-manifesto @lambedasereia)

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