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RHs inovadores investem em Employee Experience (EX)

Como está o clima na sua empresa? As pessoas trabalham felizes, gostam do que fazem, curtem a vida, alimentam-se de forma saudável, relacionam-se bem entre si? Quando pensa em sair para trabalhar, você fica animada(o)? Quando chega lá...você sorri e se sente à vontade?


Podem parecer perguntas simples e tolas mas, na verdade, elas funcionam como um termômetro para se observar como, de fato, estão sendo as experiências diárias para todo(a)s.


Se fizermos uma conta rápida, as pessoas passam, em média, 1/3 de seu tempo no ambiente de trabalho – considerando-se quem faz a jornada de 8h diárias e ‘descansa’ nos finais de semana – entre aspas, porque às vezes a gente sai do trabalho, mas o trabalho não sai da gente. Quem nunca ficou matutando algum assunto de uma reunião num sábado de sol? Isso sem contar quem leva mesmo um projeto para casa – ou atualmente trabalha em/de casa, o que às vezes até aumenta o total da planilha de horas/dia.

Não somos máquinas metálicas de inteligência artificial e, sim, sofisticadas estruturas de carne, osso e inteligência natural – e diversa – que interagem e se modificam ao longo da vida.


Então, nada mais natural do que empresas proporcionarem boas experiências aos seus preciosos recursos humanos – que somos nós, as pessoas que detêm os conhecimentos, acendem ideias, testam possibilidades e ‘fazem tudo acontecer’, certo? Para além dos números e metas?

No entanto, o que muito se divulga como Employee Experience, que na livre tradução significa ‘experiência do(a) colaborador(a)’, ainda não é uma realidade na maioria das empresas. As etapas de atração/seleção, contratação, onboarding, desenvolvimento, promoção, licenças (em todas suas variações) e, eventualmente, um desligamento, precisam ser igualmente bem cuidadas. E há que se olhar para as pessoas igualmente, também, independentemente de seus crachás, funções e posições no organograma.

‘Igualmente’, no caso, refere-se à equanimidade de trato e respeito – não a padronizar as pessoas. Não somos robôs, lembra?

Somos pessoas diferentes, com DNAs, históricos e trajetórias diversas e, como tais, precisamos de estímulos diferentes para continuarmos produzindo coisas boas – sejam ideias, produtos, ações de impacto. Assim como vez ou outra precisamos de acolhimento e compreensão quando algo não vai bem, aquela boa ideia não chega ou um imprevisto ‘tira nosso chão’.


Quem pensa na experiência de todo(a)s dentro da empresa precisa levar em conta, também, os aspectos sutis e emocionais, não apenas técnicos, curriculares e acadêmicos. Ambiente (limpo, bem iluminado, pulsando vida), comunicação (clareza, respeito, escuta, feedbacks), cuidados com a saúde (física e mental) de todas as pessoas, cuidados com a gestão de talentos (olhar individualizado, interação com coletivo, cursos/desenvolvimento, promoções/novos desafios), eventos inspiracionais e integrativos, estrutura material e tecnológica – são alguns dos fatores importantes a serem considerados. Não vale, por exemplo, o discurso ser atrativo, a contratação promissora e, ao chegar para trabalhar, a cadeira estar quebrada ou o computador sem funcionar direito. Assim como não vale alguém chegar e não se sentir bem-vindo(a) tão logo o(a) gestor(a) vire as costas. Ou até ser bem recebido(a), mas perceber que há uma certa hegemonia nos perfis das pessoas ali – principalmente branca eurocêntrica –, que falta a tal da ‘diversidade’ e sobra gente dizendo que “até tem amigos assim como você/ele/ela” (ou qualquer outro gênero ainda não praticado corporativamente).

Claro que, quando se fala em Employee Experience, a ideia é que seja positiva, que proporcione um boca-a-boca espontâneo favorável à imagem da companhia – e de seus gestores e representantes –, que gere um olhar aspiracional para quem está do lado de fora e um sentimento de ‘orgulho de pertencer’ a quem está do lado de dentro. Isso é válido enquanto estratégia, desde que a experiência seja verdadeiramente agradável e respeitosa tanto para quem chega, para quem já está ali há anos (não vale deixar no piloto automático quem ‘já vestiu a camisa’), quanto para quem vai embora – seja qual for o motivo.


Não estamos nos referindo ao ‘felizes para sempre’ dos contos de fada. Trata-se de escrever novas histórias sob um olhar de oportunidade (não confundir com oportunismo), de cocriar jeitos diferentes – talvez melhores – de se fazer o que já é conhecido e abrir espaço para experienciar o desconhecido.

A ‘tecnologia humana’ pode nos surpreender. Sempre há o que aprender com alguém, por mais simples que seja. Somos todo(a)s analfabeto(a)s em alguma coisa. E sempre há o que ensinar a alguém, por mais complicado que pareça. Somos todo(a)s mestres em alguma coisa. Até os bebês já chegam ao mundo nos ensinando como amar e confiar incondicionalmente em alguém.


Há que se resgatar esse lastro da humanidade, ainda que o cenário seja de comércio de todos os tipos: serviços, produtos, conhecimentos, ativos intangíveis. As pessoas são o começo, o meio e o fim da história de qualquer empresa. A experiência precisa ir além do lucro.

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